Opinião das empresas sobre os resultados da pesquisa “Perfil do Voluntário no Brasil”

No encontro de fevereiro várias empresas debateram pontos importantes destacados na pesquisa. Conheça as opiniões dos gestores de programas de voluntariado empresarial:

Observando na pesquisa o perfil do voluntário no Brasil, o que mais chamou a atenção do grupo e que pode trazer novos rumos para as questões do voluntariado empresarial?

Algumas questões gerais foram apresentadas:

  • Apresentação do conceito e a maneira como as pessoas podem tornar-se voluntárias;
  • Atenção para as motivações dos voluntários;
  • Importância da valorização  do conhecimento do público interno de cada empresa, com suas características e especificidades;
  • Conscientização sobre o entendimento da importância do trabalho voluntário realizado.

Gênero/formação/idade

Dos que atualmente realizam alguma ação de voluntariado, 53% são mulheres e 47% homens, com uma média de idade de 39 anos. dividem-se entre casados (47%) e solteiros (42%).  segundo a pesquisa, a maioria dos voluntários tem filhos (62%) e, em média, 2,5 filhos. em relação à classe social, a maioria deles é da classe c (43%), seguida pela classe a (40%) e pelas classes de (17%).  dentre os voluntários, 38% têm ensino médio completo ou superior incompleto e outros 20% têm ensino superior completo.

  • Homens e mulheres são diferentes em seus interesses por atividades, independente do voluntariado. A criatividade e a diversidade de possibilidades de ação voluntária, inclusive individuais e à distância, mostram que a empresa deve estar sempre atenta com as possibilidades de oportunidades de voluntariado que são oferecidas. 
  • Em relação aos itens “gênero / formação / idade”, de acordo com o que foi apresentado por um dos grupos, a conclusão é que depende muito da característica e/ou perfil da empresa (ex.: uma empresa é composta por 85% de homens) e ainda da ação e/ou programa social (por exemplo, projetos que demandam mentores para jovens são melhor atendidos por pessoas com mais de 40 anos, homens em sua maioria).
  • Já a diferença entre casados e solteiros ficou por conta de que as pessoas casadas entendem melhor a questão do comprometimento e das responsabilidades. Porém, as pessoas solteiras dispõem de maior disponibilidade para dedicarem-se às ações.

 Ocupados e Freqüência

A pesquisa também aponta que, dos que exercem ou já exerceram o voluntariado, 67% trabalham fora, sendo que 51% destes em tempo integral e 16% meio período.

Segundo a pesquisa, o serviço voluntário é exercido, em média, há 5 anos. os mais jovens, de 16 a 29 anos, exercem o voluntariado há menos tempo, 3,2 anos, e os de 30 a 49 anos há mais tempo, 5,4 anos. dos voluntários que atualmente exercem alguma atividade, 54% fazem com uma freqüência definida e 46% fazem sem uma freqüência definida. em média, os voluntários dedicam 4,6 horas ao serviço voluntário. 

  • O tempo sempre foi motivo e/ou desculpa para a baixa adesão e até evasão dos voluntários. Pontos que precisam de muita atenção para o sucesso do programa:
    • Reconhecimento
    • Divulgação de resultados: indicadores de resultado e impacto das ações de cada um com aspectos qualitativos e quantitativos
    • Capacitação e treinamento

 

  • Freqüência e continuidade são diferentes, os programas empresarias podem oferecer possibilidades que atendam as duas expectativas. É interessante que todos apresentem:
    • Agenda anual de atividades
    • Pesquisa de interesse
    • Atividades que tenham tarefas a serem cumpridas em alguns prazos etapas: concursos, gincanas, maratonas, premiações
  • Outro ponto discutido sobre tempo e freqüência, é que isso depende muito do tipo de ação/programa que a empresa oferece para atuação de seus voluntários. Existem ações pontuais e outras mais constantes. O perfil do voluntariado dessas ações pode ser analisado de maneira independente.
  • Normalmente, nas ações pontuais, devido a sua característica de começo/meio/fim, a quantidade de pessoas envolvidas costuma ser muito maior e os itens “gênero / formação / idade” são bem variados também. Porém, segundo um dos grupos, quando se trata de uma ação mais constante, o gênero feminino predomina e são pessoas mais velhas, com mais tempo de empresa, que participam com maior freqüência. 

Satisfeitos e motivados

A maioria dos voluntários (77%) declarou estar totalmente satisfeita com o serviço voluntário que faz, com destaque para os resultados dos voluntários com mais de 50 anos (83% totalmente satisfeitos) e da classe social de (86%). em relação à motivação para o exercício do trabalho voluntário, 67% apontam que o fazem para “ser solidário e ajudar os outros”, 32% para “fazer a diferença e melhorar o mundo” e 32% por motivações religiosas. dos voluntários entrevistados, 87% declararam que estão totalmente motivados em continuar a exercer o trabalho voluntário.

  • Uma das estratégias de mobilização que dá resultado é divulgar a satisfação e motivação de voluntários atuantes (colher depoimentos, tirar fotos de voluntários em ação, matérias sobre diferentes atuações etc.).
  • Em todas as empresas existem voluntários que sempre participam das ações e reuniões, mas normalmente reclamam muito do programa e até tumultuam. Um dos grupos chegou à conclusão que essas pessoas participam para suprir carências internas e alheias ao grupo.
  • Existem muitos conflitos de egos, ciúmes e competição, não só entre pessoas, mas entre departamentos.
  • Quando a empresa passa por um momento de crise, fica muito difícil implantar qualquer iniciativa que envolva a participação voluntária dos funcionários em nome da empresa.

 Conectados

A pesquisa também mostra que os voluntários são conectados. do total, 87% dos voluntários têm celular, 64% têm computador, 62% usam a internet e 53% usam as redes sociais. do total, 2% declararam que realizam o serviço voluntário à distância.

  • Foi unânime o reconhecimento da importância da empresa fazer parte do mundo conectado, pois esse movimento é sem volta e progressivo.
  • Fomento da participação consciente e responsável em portais, redes sociais e campanhas de mídia colaborativas  (Ex.: “ Ser voluntário vale a pena”)
  • Um dos grupos foi enfático ao afirmar que, atualmente, só não participa de atividades voluntárias quem não estiver, de fato, interessado. Os meios de comunicação são fartos. Muitas empresas possuem portal (V2V), Intranet, Mural Jornal e usam as reuniões de integração para divulgar suas ações e programas.
  • Ainda é importante estar atento às pessoas das áreas de produção e industrial, pois estas tem menos acesso a esses meios de comunicação e normalmente, representam a maioria dos funcionários.

 

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