BISC 10 ANOS COMPROVA: cada vez mais empresas investem em programas de voluntariado como estratégia de “ganha-ganha”

A pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC) 2017 aponta que cada dia mais empresas apostam em programas de voluntariado como tendência para desenvolvimento dos funcionários, da comunidade e da própria empresa.                                                                        Na última década, segundo a pesquisa – que realizou uma retrospectiva dos caminhos 24131466_1578083178945890_1370056688618405532_npercorridos pelas empresas do grupo, no campo social, desse período – o número de colaboradores envolvidos nos programas de voluntariado das empresas passou de 41.000 para 62.842. Este ano, a pesquisa abrangeu o universo de 268 empresas e 18 institutos e fundações empresariais.

Além disso, cresceu entre as empresas a percepção de que os programas de voluntariado são muito bem-sucedidos;  e ainda amadureceu o entendimento de que os colaboradores e as empresas se beneficiam dos programas de voluntariado.

 

Hoje, 100% das empresas consideram que eles contribuem para a melhoria nas relações com as comunidades; em 2012, esse percentual era de 81%. Por outro lado, 100% discorda totalmente da afirmação de que o trabalho voluntário “não traz benefícios para os colaboradores” – esse percentual era de 74%.

Além da melhoria da relação com o entorno, que paira como principal benefício segundo as lideranças das empresas integrantes do grupo BISC, existem diversas outras vantagens no desenvolvimento e estímulo da criação e manutenção de programas de voluntariado corporativo. A contribuição para a melhoria de vida e o estreitamento da relação com os moradores, o retorno em imagem positiva para a empresa, bem como o desenvolvimento de habilidades dos funcionários – como liderança, comprometimento e trabalho em equipe –, também elevam o programa de voluntariado à uma importante iniciativa para geração de valor.

Confira a publicação em português e inglês.

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O otimismo em relação aos resultados não altera, no entanto, o reconhecimento das dificuldades enfrentadas para manter e fortalecer os programas de voluntariado. Pelo contrário, hoje as empresas estão mais preocupadas em avaliar sua atuação no campo social e percebem, com mais nitidez, a dificuldade para medir os resultados do trabalho voluntário, por exemplo.

Apresentações do encontro de 6 de dezembro: Voluntariado Empresarial quebrando paradigmas e disseminando temas direitos LGBT, ética e inclusão.

Seguem as apresentações do encontro de 6 de dezembro, gentilmente compartilhada por nossos palestrantes voluntários.

Direitos LGBT

Reinaldo Bulgarelli  – Txai Consultoria

Voluntariado e Diversidade Reinaldo Bulgarelli

Camila Maria Lins Borba  Banco do Brasil e Mapfre

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Ética

Fábio Risério  – Além das Palavras

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Mayra Collino Rodrigues Dos Santos      –   Siemens

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Inclusão

Carolina Ignarra

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Algumas leituras para nosso encontro do dia 6!Voluntariado Empresarial quebrando paradigmas e disseminando temas direitos LGBT, ética e inclusão.”

Dia 6 acontece o nosso encontro  e o tema será Voluntariado Empresarial quebrando paradigmas e disseminando temas direitos LGBT, ética e inclusão.”

Confira a agenda do dia e o currículo dos palestrantes.

apresentação GRUPO DE ESTUDOS 6 de dezembro

Nossos palestrantes compartilharam material para leitura e enriquecimento do debate!

Reinaldo Bulagarelli:

voluntarios_vale_olhares_WEB REinaldo Bulgarelli

https://www.linkedin.com/company/2001960/

Fábio Risério

REVISTA DA REPUTAÇÃO Artigo Fabio Risério

https://www.linkedin.com/company/20181339/

Carolina Ignarra

http://www.talentoincluir.com.br/downloads/livro.zip

Voluntariado Empresarial: conceito

http://blog.v2v.net/voluntariado-empresarial-conceito/?utm_campaign=blog_-_2017-11-30_-_voluntariado_empresarial_conceito&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
Neste artigo Natália Kelbert  da V2V fala um pouco sobre o conceito de Voluntariado Empresarial e como ele se aplica no dia a dia de um programa corporativo de Voluntariado. Isso porque, quando uma empresa decide estimular o engajamento social, articulando projetos ou apoiando iniciativas dos colaboradores, é comum o surgimento de uma dúvida básica: “Afinal, onde terminam as iniciativas sociais de um colaborador e onde começa o voluntariado empresarial?”  Esta reflexão costuma surgir principalmente quando a companhia opta por apoiar projetos sociais desenvolvidos por colaboradores, ou quando funcionários se reúnem por conta própria para organizar ações na comunidade. Para contextualizar melhor:

Quando uma empresa decide desenvolver um Programa de Voluntariado, ela pode organizar e promover ações sociais e convidar seus colaboradores para atuar como voluntários, mas pode também apoiar iniciativas já praticadas por eles. Além disso, também é comum que os funcionários se reunam e organizem projetos entre si, recebendo ou não apoio da companhia. Estes são casos que ficam em uma zona nebulosa em que a maior parte das pessoas têm dúvida se se enquadram ou não no conceito de Voluntariado Empresarial. Para ajudá-los a lidar com essas questões, vamos partir dos conceitos básicos:

O conceito de Voluntariado Empresarial:

O manual  “Como as empresas podem implementar programas de Voluntariado Empresarial”, publicado pelo Instituto Ethos, traz a seguinte definição:

“Voluntariado empresarial é um conjunto de ações realizadas por empresas para incentivar e apoiar o envolvimento dos seus funcionários em atividades voluntárias na comunidade.”

Já o CBVE – Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial, criou em 2013 uma definição um pouco mais detalhada:

“É uma iniciativa de responsabilidade social de empresas, visando incentivar, organizar, apoiar e reconhecer ações voluntárias de participação cidadã de seus profissionais e demais públicos de relacionamento, em prol da sociedade.”

Esta segunda definição pode parecer limitadora quando diz que é uma iniciativa de RSE, já que em muitas organizações o Programa de Voluntariado é conduzido pela área de Recursos Humanos, Comunicação Interna ou Sustentabilidade. No entanto, qualquer que seja a área responsável, existe um impacto da ação na comunidade; portanto, é importante que haja sempre um alinhamento das ações voluntárias com os objetivos da área de RSE.

Voluntariado Empresarial: o conceito, na prática

Partindo das definições acima, podemos chegar a algumas conclusões mais práticas sobre o que afinal é e o que não é Voluntariado Empresarial:

O que É Voluntariado Empresarial:

  • Ações promovidas pela empresa, independente de ocorrerem dentro ou fora do horário de trabalho. Nesse caso, a companhia organiza todas as atividades, desde o planejamento até a logística da execução. Estas ações podem ou não contar com a participação de parentes e amigos convidados pelos colaboradores;
  • Ações na comunidade exercidas dentro do horário de trabalho, independente de serem promovidas pela empresa ou pelos colaboradores (na prática, a empresa está cedendo o tempo de trabalho dos colaboradores);
  • Ações promovidas pelos colaboradores, que podem ocorrer dentro ou fora do horário de trabalho, mas que necessariamente tenham recebido algum tipo de apoio da empresa. Este apoio pode vir na forma de recursos financeiros, apoio logístico, acompanhamento e orientações, entre outras.

O que NÃO é Voluntariado Empresarial:

  • Ações voluntárias promovidas e organizadas pelos colaboradores, fora do horário de trabalho e que não tenham recebido nenhum tipo de apoio da empresa.

Muitos de nossos clientes reservam em seus portais de voluntariado um espaço para que os colaboradores divulguem suas iniciativas independentes em busca do apoio de colegas. As ações divulgadas ali costumam ser tratadas de maneira separada, até mesmo em termos de relatório e indicadores de resultados, por não se tratarem de ações promovidas pela empresa.

O que, obviamente, não significa que não devam ser estimuladas. Pelo contrário: neste casecontamos que um dos fatores de sucesso do Programa de Voluntariado da MRV Engenharia foi justamente dar voz aos colaboradores permitindo que divulgassem suas iniciativas. Com isso, além de ter uma adesão maior dos colaboradores, a MRV pôde oferecer um leque de oportunidades de voluntariado sem necessidade de dedicar tempo ou recursos financeiros para a concretização das atividades: bastou disponibilizar um espaço virtual de troca de ideias e, com a interação entre os colaboradores, as atividades tomaram corpo. Além desse benefício prático, também falamos aqui sobre outras vantagens de se dar voz aos colaboradores.

Como acolher iniciativas dos colaboradores em um Programa de Voluntariado Empresarial

Entre nossos clientes, sempre sugerimos que criem em seus Portais de Voluntariado um espaço para que os colaboradores publiquem suas iniciativas pessoais de modo a buscar apoio de voluntários e inspirar os colegas a promoverem iniciativas semelhantes. Quando este espaço é cedido, de maneira geral, todo mundo sai ganhando:

  • o líder da ação recebe ajuda de mais voluntários;
  • os colaboradores recebem mais oportunidades de atuação na comunidade;
  • a empresa estimula uma cultura de colaboração sem precisar dedicar tempo ou recursos financeiros para o projeto, uma vez que os próprios funcionários propõem e articulam as iniciativas.

De modo geral, os colaboradores se sentem agradecidos e animados com o espaço. No entanto, também podem acontecer objeções como “são minhas iniciativas, a empresa vai acabar se apropriando delas” ou “não quero divulgar o que faço, pois quando fazemos bem aos outros não devemos nos vangloriar disso”. Nesses casos, a empresa pode contrapor de algumas maneiras:

  • oferecer algum apoio real àquela ação; seja financeiramente, doando materiais, oferecendo espaço físico, etc;
  • se a empresa não for oferecer nenhum tipo de apoio exceto a disponibilização do espaço para divulgação das ações, vale deixar claro que os resultados daquelas atividades não serão contabilizados como indicadores do Programa de Voluntariado. Isso fará com que o colaboradores não sintam que a organização está tentando se apropriar de suas iniciativas;
  • em qualquer caso, deixar claro que o objetivo deste incentivo é gerar um ambiente inspirador para ações que tragam impacto positivo na comunidade.

28 de novembro é DIA DE DOAR: dicas para a empresa participar

28 DE NOVEMBRO  é Giving Tuesday  – DIA DE DOAR

Como engajar sua empresa no #diadedoar?

#diadedoar oferece uma oportunidade para as empresas se juntarem a uma campanha global que promove a solidariedade entre as pessoas e a sustentabilidade das organizações da sociedade civil. Uma democracia forte é composta de uma sociedade civil ativa e autônoma, e as doações individuais são essenciais para esta conquista.

Cada empresa verá o #diadedoar diferentemente, o que funciona para uma não necessariamente funcionará para outra. Confira algumas sugestões interessantes:

  • Iguale as doações que seus funcionários fizerem (matching) a uma organização da sociedade civil;
  • Se a empresa já tem programa de matching, proponha um incremento na campanha para o#diadedoar;
  • Durante o#diadedoar, doe parte do faturamento da sua empresa, ou de algum produto, e divulgue isso na imprensa e para seus consumidores;
  • Estimule que seus funcionários façam alguma ação voluntária no#diadedoar.
  • Organize um almoço da diretoria da empresa com líderes das organizações sociais da comunidade, para conversar sobre como a empresa pode ajudá-los a se preparar para desafios e oportunidades futuras.
  • Peça a um funcionário para contar uma história sobre o que a doação da empresa para a comunidade significa para eles, compartilhe essa história pela intranet ou boletim da empresa;
  • Encoraje os funcionários a usar a hashtag#diadedoar, informe-os sobre a campanha e deixe-os agir por conta própria, promovendo sua empresa;
  • Anuncie um compromisso ambicioso com o#diadedoar. Se você tem uma ideia genial em mente para a campanha, espere e anuncie-a no dia;
  • Trabalhe com as ONGs com quem já têm parceria para desenvolver um plano de celebração conjunta do#diadedoar;
  • Pergunte aos seus consumidores através das mídias sociais como eles estão planejando e promovendo o#diadedoar.
  • Pergunte como eles querem que a empresa se engaje com a comunidade.

http://www.diadedoar.org.br/confira-o-video-do-diadedoar-2017/

http://www.diadedoar.org.br/confira-o-video-internacional-do-diadedoar/

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Entrevista especial realizada com Asha Curran, da 92Y, uma das criadoras da versão internacional do #diadedoar, o #GivingTuesdayNa entrevista, Asha fala sobre como foi a criação da campanha, o seu impacto no mundo, debate qual o papel das empresas na promoção do #diadedoar e também das mídias sociais. Sobre a doação, Asha fala que doar é uma expressão do nosso compromisso com nossas comunidades. É um ato importante do envolvimento cívico e do cuidado de todos os seres humanos e das causas que, em última instância, afetam a todos. É tão importante quanto votar. O #diadedoar também comemora a ideia de que todos podem ser filantropos, não importa quão pequena seja sua doação; e a ideia de que os atos de bondade e voluntariado tem o mesmo valor.

Confira a entrevista completa em http://captamos.org.br/news/4858/entrevista-com-asha-curran-uma-das-criadoras-do-givingtuesday-o-diadedoar.

Os 4 motivos pelos quais todos querem fazer voluntariado

Fazer a diferença é o principal motivo, mas melhorar algumas habilidades pessoais e até melhorar o currículo também entram nessa lista

O trabalho voluntário costumava ser visto apenas como um tipo de caridade, mas os benefícios para quem o pratica vão muito além de ajudar o próximo por desprendimento.

É claro que o crescimento pessoal é uma das consequências mais diretas dessa atividade. Mas, apesar de o voluntariado não ser remunerado, os que atuam nesse tipo de projeto têm retornos em muitos campos, até mesmo em sua vida profissional.

Para quem quer dedicar algumas horas de seu tempo para fazer a diferença, os tipos de trabalho voluntário são os mais diversos: existem projetos ligados a educação, a assistência social, a ecologia e até a construção de moradias para pessoas carentes.

A verdade é que o motivo porque fazer voluntariado muitas vezes é realizar um sonho, como o de dar aulas ou viajar para lugares diferentes.

POR QUE FAZER VOLUNTARIADO? AJUDAR AOS OUTROS E A SI MESMO

CONHECER PESSOAS QUE SE IMPORTAM

Que escolhe fazer voluntariado passam a conhecer pessoas que também compartilham da ideia de que todos somos responsáveis por fazer algo mais e defender uma causa.

Além de um círculo de amizades interessantes, os voluntários também podem achar contatos profissionais: é normal que um voluntário ajude os outros também neste campo, ainda mais com esta crise que estamos passando, fazendo indicações.

Além disso, participar do voluntariado mostra novas perspectivas e abre os olhos das pessoas para realidades que desconheciam. Isso promove o desenvolvimento de novas habilidades e ensina outras formas de resolver problemas, que podem ser usadas, também, no campo pessoal e profissional.

LIDAR COM A DIVERSIDADE E SE COMUNICAR MELHOR

Os voluntários acabam tendo contato com pessoas diferentes, com as quais não estavam acostumados a lidar. Isso faz com que desenvolvam uma comunicação mais clara e objetiva, e aprendam também ouvir.

Pessoas tímidas ou aquelas que têm dificuldade de trabalhar em equipe e até mesmo de falar em público podem encontrar no voluntariado uma maneira de vencer essas barreiras e, ao mesmo tempo, ajudar quem precisa de apoio.

SER VOLUNTÁRIO DEVE FAZER PARTE DE SEU CURRÍCULO

Pode parecer mesquinho, à primeira vista, fazer voluntariado porque isso vai beneficiar seu currículo, da mesma forma como falar inglês fluente ou ter um MBA, por exemplo.

E se esse for o único motivo para a pessoa se voluntariar, realmente não faz nenhum sentido e, com certeza, seus esforços serão pouco aproveitados.

Mas não devemos esquecer que participar do voluntariado também é uma forma de trabalho e, muitas vezes, é o estopim para uma vocação ou para um jovem se identificar com alguma área profissional.

Algumas empresas até suportam financeiramente os trabalhos voluntários. Dessa forma, uma pessoa que está no voluntariado pode conhecer e se identificar com os valores de uma empresa ao notar que defendem as mesmas causas, criando um vínculo que pode, no futuro, se transformar em uma oportunidade de emprego.

VIAJAR PELO MUNDO

O trabalho voluntário não precisa acontecer apenas no Brasil: existem muitas ONGs mundiais que promovem o trabalho voluntário no exterior [ http://blog.descubraomundo.com/morar-no-exterior/trabalho-voluntario-no-exterior/ ], sendo uma oportunidade para que os indivíduos, além de ajudar, possam conhecer outras culturas.

Há pessoas que começam como voluntários no seu próprio país, mas pelo empenho acabam sendo convidados pela ONG para conhecer ou até para realizar projetos que envolvam outras nações, como ser voluntário na África , por exemplo.

DEPOIMENTO DE QUEM JÁ FEZ VOLUNTARIADO

O Instituto História Viva é um exemplo de como o voluntariado é gratificante para quem o realiza.

Em seu site é possível ler depoimentos como o de Luzia Heyn, cuja decisão de ser contadora de histórias se deve ao seu desejo de que sua deficiência física não se tornasse algo que a impedisse de ajudar aos outros. Outra voluntária do instituto é Marina Pisin Loyola, cuja mãe faleceu e, para poder se sentir melhor e mais útil após o luto, passou a ser contadora de histórias.

Escrito por DEBORAH

http://www.segs.com.br